Violão

Categoria musica.

Escala Cromática

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O que são bemóis e sustenidos?

São os tipos de derivações que se pode fazer a partir de algumas notas naturais:

  • Sustenido (#) = eleva a nota em meio tom
  • Bemol (b) = reduz a nota em meio tom
  • Dobrado sustenido (##) = eleva a nota em um tom
  • Dobrado bemol (bb) = reduz a nota em um tom

Os acidentes musicais alteram a sonoridade original das notas, como por exemplo:

  • Dó# = Dó sustenido, ou uma nota de Dó arescida de meio tom
  • Dób = Dó bemol, ou uma nota de Dó diminuída em meio tom

Escala Cromática

Ao introduzir os acidentes musicais na escala diatônica formamos a escala cromática, ou seja, a escala diatônica se trata de:

  • MiSolSi

A escala cromática ascendente de se trata de:

  • Dó#Ré#MiFá#SolSol#Lá#Si

Enquanto isso, a escala cromática descendente de é:

  • RébMibMiSolbSolLábSibSi

A escala cromática é formada por uma sequência de semitons onde estão representadas todas as notas que formam o sistema musical ocidental.

Os acidentes musicais são os símbolos de sustenido (#) e bemol (b) colocados nas notas naturais. Esses símbolos representam a alteração das notas em um semitom para cima (sustenido) ou para baixo (bemol).

Por exemplo, a nota Dó acrescida de um semitom se transforma na nota Dó#, assim como a nota Dób representa um semitom abaixo da nota Dó.

Observando a escala cromática de Dó, é possível notar que os intervalos de notas que possuem acidentes são entre:

  • e
  • e Mi
  • e Sol
  • Sol e
  • e Si

Enquanto os intervalos que não possuem acidentes são entre:

  • Mi e
  • Si e

A partir de agora fica mais simples de entender o que são tons e semitons e quais notas possuem acidentes. Isso facilitará o seu aprendizado daqui para frente.

Introdução

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A música ocidental possui um sistema composto por 12 partes, ou melhor dizendo, 12 sons musicais diferentes. Temos, a princípio, sete sons principais chamados notas naturais, que derivam outros cinco sons, chamados acidentes musicais.

Para se ter uma relação concreta entre os sons, se fez necessário um padrão de medida entre as notas musicais. Essa unidade de medida é chamada tom.

O tom pode ser fragmentado em duas partes chamadas semitons. O semitom é o menor intervalo possível entre duas notas.

Os sete sons principais (notas naturais) são conhecidos como:

, , Mi, , Sol, e Si

Estas sete notas dispostas assim, sucessivamente, são chamadas de escala diatônica maior.

Ela é ascendente quando as notas se acham dispostas em ordem ascendente:

  • MiSolSi;

E descendente quando encontram-se na ordem inversa:

  • SiSolMi.

Os acidentes musicais representam os outros cinco sons musicais restantes que completam os 12 sons do nosso sistema musical. Eles podem ser encarados de duas formas, as quais chamamos de bemóis (b) e sustenidos (#).

Esses acidentes foram criados com o objetivo de se movimentar as notas para que elas pudessem obedecer às diversas fórmulas dos acordes.

Violão no Brasil

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O primeiro instrumento de cordas que se tem notícias que chegou ao Brasil foi a viola de dez cordas ou cinco cordas duplas, muito popular entre os portugueses e precursora do violão, trazida pelos jesuítas portugueses que aqui chegaram para catequisar os índios e a usavam durante a catequese.

A primeira notícia que se tem sobre este instrumento no Brasil, ocorre no século XVII em São Paulo, vendida por um preço exorbitante na época, por dois mil réis e pertencente a um bandeirante chamado Sebastião Paes de Barros.

Sobre a viola, o escritor Mário de Andrade cita em uma de suas obras, um cidadão chamado Cornélio Pires, para quem a viola era um dos instrumentos que o acompanhava  nas danças populares de São Paulo. A confusão entre a viola e violão começa em meados do século XIX, quando a viola é usada com uma afinação própria do violão, isto é, lá, ré, sol, si, mi.

Mas, o uso da nomenclatura usada como referência ao instrumento viola/violão, continua conforme  afirma Manuel Antônio de Almeida, autor da Memórias de um Sargento de Milícias (1854-55), quando se refere muitas vezes com terminologia da época do final da colônia, a viola em vez de violão ou guitarra sempre que trata de designar o instrumento urbano com o qual se acompanhava as modinhas.

Atualmente, a viola passou-se a ser denominada de viola caipira, por ser um instrumento típico do interior do país, e a nomenclatura violão, ao instrumento que era característico de uso urbano e ter  sua forma atual estabelecida no final do século XIX.

Com isso, o violão passou a tornar-se o instrumento favorito para o acompanhamento vocal, como no caso das modinhas, na música instrumental, acompanhando a flauta e o cavaquinho, e com isso formando a base de um conjunto de chorinho.

O violão por ser um instrumento muito usado na música popular brasileira e pelo povo, passou a ter uma má fama, sendo considerado por muitos como um  instrumento de boêmios, presente entre seresteiros, chorões, tornando-se um símbolo de vagabundagem e, carregando consigo este estigma por muitos anos.
Em virtude desta discriminação sofrida pelo violão no Brasil e sua associação, os primeiros que tentaram desmistificar esse ranço pejorativo e discriminatório do violão, divulgando-o como um instrumento sério foram considerados verdadeiros heróis.

Um dos precursores do violão moderno no Brasil foi o fundador da revista “O Violão”, publicando-a em 1928, foi Joaquim Santos (1873-1935) ou Quincas Laranjeira, considerado o “Pai do violão moderno” que nos últimos anos de sua vida dedicou-se a ensinar a tocar o violão pelo método de Tárrega.

O violão no Brasil desenvolveu-se, basicamente, em dois grandes eixos da expressão da arte no Brasil: Rio de Janeiro e São Paulo. Onde surgiram a grande maioria dos grandes violonistas brasileiros, que obtiveram sua formação instrumental com os professores que moravam nestas cidades.

Na cidade de São Paulo, através do violonista uruguaio Isaías Savio (1900-1977), que teve sua formação violonística com Miguel Llobet, resultou a fundação de uma das melhores escolas de violonistas da América do Sul, vindo morar no Brasil, em São Paulo, onde desenvolveu a maior parte do seu trabalho fundando a Associação Cultural Violonística Brasileira, e em 1947, e tornou-se professor de violão do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo,  fundando a primeira  cadeira de violão no país.

Em 1951, ele participou da fundação da Associação Cultural de Violão de São Paulo, sendo responsável pela composição de  mais de 100 obras para o violão e cerca de mais ou menos 300 transcrições e revisões, sendo seus trabalhos usados atualmente por muitas escolas de música em todo o Brasil e fora dele.

O Brasil teve e tem a sua própria safra de violonistas, podemos citar:

  • Clementino Lisboa: iniciou as apresentações de violão em público, apresentando o instrumento para a elite carioca;- Joaquim Santos: fundador da revista “O violão”;
  • Aníbal Sardinha: precursor da bossa-nova.

Ainda citamos alguns como Jorge do Fusa, Américo Jacomino, Nicanor Teixeira e Egberto Gismonti.

A música brasileira para violão tem por base a pequena obra de Villa-Lobos, que foi um importante compositor e violonista brasileiro, que conta basicamente com 12 estudos sobre violão.

História do Violão

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A história do violão que hoje conhecemos, começou a ser descoberta há aproximadamente dois mil anos antes de Cristo.

Os arqueologistas encontraram placas de barro com figuras seminuas tocando instrumentos musicais, muito similares ao violão atual (1900-1800 a.C), na antiga Babilônia.  Um exame mais detalhado nos mostra que há diferenças significativas no corpo e no braço.

Além de possuir algumas diferenças principalmente no corpo do instrumento e no braço, o fundo é chato e com isso não há nenhuma relação com o alaúde, de fundo côncavo. As suas cordas são pulsadas com a mão direita, e o número de cordas não se dá para precisar,  mas em algumas placas pelo menos duas cordas são visíveis.

Outras descobertas de instrumentos semelhantes ao violão foram encontradas em cidades como Assíria, Susa e Luristan.

Os instrumentos de cordas pulsadas que hoje conhecemos, tiveram sua origem histórica a partir da Lira, instrumento de cordas usado pelos antigos Gregos e Egípcios.

O violão é conhecido mundialmente como guitarra e faz parte do grupo de instrumentos de cordas pulsadas, que são classificados em:

  • providos de haste ou braço (Guitarra, Alaúde, Vihuela) e
  • sem haste ou braço (Harpa, Lira).

A origem do violão (guitarra), é muita confusa e provavelmente tenha se originado na mesma época em que se criaram os instrumentos de cordas pulsadas como o Alaúde, a Vihuela, etc.

Durante a época em que predominou o movimento renascentista na Europa, período esse das grandes descobertas e explorações nas artes, onde o homem passa a ser valorizado, contribuindo dessa forma para o aparecimento do Humanismo.

O período renascentista revive muito da antiguidade dos gregos e romanos, principalmente no tocante as artes e na música que tinha como base os princípios gregos, sendo as formas musicais mais utilizadas para a música vocal, o Moteto, a Missa e o Madrigal, e a música instrumental a Canzona, o Ricercare, a Tocata, a Fantasia e o Tema com Variações.

O instrumento predominante neste período era o Alaúde, com exceção da Espanha, onde o instrumento que dominava era a Vihuela.