Violão

Categoria cordas.

Como Ler Tablaturas

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As tablaturas são a maneira mais simples de representar solos de violão e guitarra.

No primeiro contato com as tablaturas é necessário saber que existem 6 linhas paralelas onde cada uma representa uma corda do violão. De cima para baixo, a primeira linha representa a primeira corda (mizinho), enquanto a sexta linha representa a sexta corda (mizão). Veja abaixo uma representação de tablatura sem nenhuma nota:

e|---------------|-----------------------|-----------------|
B|---------------|-----------------------|-----------------|
G|---------------|-----------------------|-----------------|
D|---------------|-----------------------|-----------------|
A|---------------|-----------------------|-----------------|
E|---------------|-----------------------|-----------------|

A partir dessa representação, cada número inserido nas linhas representa a casa a ser tocada em sua respectiva casa, sendo o número 0 (zero) uma indicação de que a corda deve ser tocada solta.

Os números representados na mesma coluna, ou seja, na mesma direção vertical, devem ser tocados no mesmo instante.

Veja um exemplo de tablatura:

e|---0-----1-----|------3---------5------|-----------------|
B|---------------|------3----------------|---------5-------|
G|---------------|-----------------------|-----------------| 2x
D|---------------|-----------------------|-----------------|
A|---------------|-----------------------|-----------------|
E|---------------|-----------------------|-----------------|

A seqüência acima deve ser tocada da seguinte maneira:

  1. A primeira corda (mi) deve ser tocada solta (nota mi);
  2. A primeira corda (mi) deve ser tocada na primeira casa (nota fá);
  3. A primeira corda (mi) deve ser tocada junto com a segunda corda (si) na terceira casa (notas sol e );
  4. A primeira corda (mi) deve ser tocada na quinta casa (nota lá);
  5. A segunda corda (si) deve ser tocada na quinta casa (nota mi).

A tablatura é uma representação prática de solos, portanto não possui marcação de tempos. A noção de intervalo de tempo é passada através da distância entre os números.

A notação de repetição pode ser feita do lado direito da tablatura, como por exemplo “2x” representa que a seqüência acima deve ser tocada duas vezes.

Dicas de Conservação

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O violão é um instrumento que deve ser cuidado com atenção especial pois pode sofrer alterações em sua estrutura, distorcer o som e reduzir a sua vida-útil.

Com esse objetivo, descreveremos algumas dicas de conservação e cuidados que devem ser observados quanto ao uso do violão.

Para manter seu violão em perfeito estado e sem danificar suas cordas e partes, você deve tomar algumas precauções e ficar atento a algumas regras:

  • Não colocar nenhum peso ou objeto em cima do violão
  • Não derramar líquidos em cima do violão
  • Não molhar o violão
  • Não bater o violão ou deixá-lo cair
  • Não deixar o violão à exposição do sol ou umidade
  • Proteger o violão de temperaturas muito altas ou muito baixas
  • Mantenha o violão dentro de um estojo ou em uma capa
  • Transporte-o sempre com bastante cuidado
  • Guarde-o deitado e com as cordas para cima e em local seguro

Para realizar a limpeza do seu instrumento, cabe ficar atento à alguns cuidados:

  • Utilize uma flanela seca e limpa
  • Ao trocar as cordas, a limpeza pode ser realizada com uma quantidade pequena de lustra móveis

Com esses procedimentos você será capaz de manter o seu violão em ótimo estado por muito mais tempo.

Maiores

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Os primeiros acordes que você deve aprender quando começa a tocar violão são os acordes maiores. Existem muitas maneiras de se fazer um acorde no violão, mas é importante saber encaixar cada posição na hora certa, conforme o conjunto de acordes utilizado.

Os acordes maiores são formados com as notas 1, 3 e 5 da escala de cada acorde e também são chamados de tríades.

Segue abaixo as posições mais simples dos 7 acordes maiores:

  • (C)

Acorde Dó Maior

  • (D)

Acorde Ré Maior

  • Mi (E)

Acorde Mi Maior

  • Fa (F)

Acorde Fa Maior

  • Sol (G)

Acorde Sol Maior

  • La (A)

Acorde Lá Maior

  • Si (B)

Acorde Si Maior

Para fazer os acordes: Cada linha representa uma corda, sendo a linha da esquerda a sexta corda. A bolinha preta representa a primeira corda que deve ser tocada. As cordas marcadas com “x” não são tocadas.

Software Afinador

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Se você está começando a tocar violão agora, pode encontrar dificuldades para afinar as cordas do seu instrumento sem auxílio de um profissional.

Ao invés disso, você pode utilizar um software que corrige a afinação do seu violão, informando se você deve apertar ou soltar a corda.

Existem diversas afinações para diversos instrumentos.

Faça o download do software afinador.

Violão no Brasil

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O primeiro instrumento de cordas que se tem notícias que chegou ao Brasil foi a viola de dez cordas ou cinco cordas duplas, muito popular entre os portugueses e precursora do violão, trazida pelos jesuítas portugueses que aqui chegaram para catequisar os índios e a usavam durante a catequese.

A primeira notícia que se tem sobre este instrumento no Brasil, ocorre no século XVII em São Paulo, vendida por um preço exorbitante na época, por dois mil réis e pertencente a um bandeirante chamado Sebastião Paes de Barros.

Sobre a viola, o escritor Mário de Andrade cita em uma de suas obras, um cidadão chamado Cornélio Pires, para quem a viola era um dos instrumentos que o acompanhava  nas danças populares de São Paulo. A confusão entre a viola e violão começa em meados do século XIX, quando a viola é usada com uma afinação própria do violão, isto é, lá, ré, sol, si, mi.

Mas, o uso da nomenclatura usada como referência ao instrumento viola/violão, continua conforme  afirma Manuel Antônio de Almeida, autor da Memórias de um Sargento de Milícias (1854-55), quando se refere muitas vezes com terminologia da época do final da colônia, a viola em vez de violão ou guitarra sempre que trata de designar o instrumento urbano com o qual se acompanhava as modinhas.

Atualmente, a viola passou-se a ser denominada de viola caipira, por ser um instrumento típico do interior do país, e a nomenclatura violão, ao instrumento que era característico de uso urbano e ter  sua forma atual estabelecida no final do século XIX.

Com isso, o violão passou a tornar-se o instrumento favorito para o acompanhamento vocal, como no caso das modinhas, na música instrumental, acompanhando a flauta e o cavaquinho, e com isso formando a base de um conjunto de chorinho.

O violão por ser um instrumento muito usado na música popular brasileira e pelo povo, passou a ter uma má fama, sendo considerado por muitos como um  instrumento de boêmios, presente entre seresteiros, chorões, tornando-se um símbolo de vagabundagem e, carregando consigo este estigma por muitos anos.
Em virtude desta discriminação sofrida pelo violão no Brasil e sua associação, os primeiros que tentaram desmistificar esse ranço pejorativo e discriminatório do violão, divulgando-o como um instrumento sério foram considerados verdadeiros heróis.

Um dos precursores do violão moderno no Brasil foi o fundador da revista “O Violão”, publicando-a em 1928, foi Joaquim Santos (1873-1935) ou Quincas Laranjeira, considerado o “Pai do violão moderno” que nos últimos anos de sua vida dedicou-se a ensinar a tocar o violão pelo método de Tárrega.

O violão no Brasil desenvolveu-se, basicamente, em dois grandes eixos da expressão da arte no Brasil: Rio de Janeiro e São Paulo. Onde surgiram a grande maioria dos grandes violonistas brasileiros, que obtiveram sua formação instrumental com os professores que moravam nestas cidades.

Na cidade de São Paulo, através do violonista uruguaio Isaías Savio (1900-1977), que teve sua formação violonística com Miguel Llobet, resultou a fundação de uma das melhores escolas de violonistas da América do Sul, vindo morar no Brasil, em São Paulo, onde desenvolveu a maior parte do seu trabalho fundando a Associação Cultural Violonística Brasileira, e em 1947, e tornou-se professor de violão do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo,  fundando a primeira  cadeira de violão no país.

Em 1951, ele participou da fundação da Associação Cultural de Violão de São Paulo, sendo responsável pela composição de  mais de 100 obras para o violão e cerca de mais ou menos 300 transcrições e revisões, sendo seus trabalhos usados atualmente por muitas escolas de música em todo o Brasil e fora dele.

O Brasil teve e tem a sua própria safra de violonistas, podemos citar:

  • Clementino Lisboa: iniciou as apresentações de violão em público, apresentando o instrumento para a elite carioca;- Joaquim Santos: fundador da revista “O violão”;
  • Aníbal Sardinha: precursor da bossa-nova.

Ainda citamos alguns como Jorge do Fusa, Américo Jacomino, Nicanor Teixeira e Egberto Gismonti.

A música brasileira para violão tem por base a pequena obra de Villa-Lobos, que foi um importante compositor e violonista brasileiro, que conta basicamente com 12 estudos sobre violão.

Partes do Violão

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Partes do ViolãoAs partes do violão, como podem ser vistas na imagem, são:

  • Tarrachas ou Cravelhas;
  • Pestana ou Capotraste;
  • Braço;
  • Traste;
  • Boca;
  • Fundo;
  • Cordas;
  • Tampo;
  • Cavalete.

O violão é um instrumento composto de 6 cordas. As cordas são contadas a partir da mais fina:

  1. MI agudo
  2. SI
  3. SOL
  4. RE
  5. LA
  6. MI grave

As cordas são dedilhadas com o polegar, indicador, médio e anular da mão direita, enquanto os dedos da mão esquerda (menos o polegar) fazem pressão nos espaços entre os trastes para produção das notas. Para indicação do dedilhado da mão esquerda, a numeração usada é:

  • indicador: 1
  • médio: 2
  • anular: 3
  • mínimo: 4

História do Violão

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A história do violão que hoje conhecemos, começou a ser descoberta há aproximadamente dois mil anos antes de Cristo.

Os arqueologistas encontraram placas de barro com figuras seminuas tocando instrumentos musicais, muito similares ao violão atual (1900-1800 a.C), na antiga Babilônia.  Um exame mais detalhado nos mostra que há diferenças significativas no corpo e no braço.

Além de possuir algumas diferenças principalmente no corpo do instrumento e no braço, o fundo é chato e com isso não há nenhuma relação com o alaúde, de fundo côncavo. As suas cordas são pulsadas com a mão direita, e o número de cordas não se dá para precisar,  mas em algumas placas pelo menos duas cordas são visíveis.

Outras descobertas de instrumentos semelhantes ao violão foram encontradas em cidades como Assíria, Susa e Luristan.

Os instrumentos de cordas pulsadas que hoje conhecemos, tiveram sua origem histórica a partir da Lira, instrumento de cordas usado pelos antigos Gregos e Egípcios.

O violão é conhecido mundialmente como guitarra e faz parte do grupo de instrumentos de cordas pulsadas, que são classificados em:

  • providos de haste ou braço (Guitarra, Alaúde, Vihuela) e
  • sem haste ou braço (Harpa, Lira).

A origem do violão (guitarra), é muita confusa e provavelmente tenha se originado na mesma época em que se criaram os instrumentos de cordas pulsadas como o Alaúde, a Vihuela, etc.

Durante a época em que predominou o movimento renascentista na Europa, período esse das grandes descobertas e explorações nas artes, onde o homem passa a ser valorizado, contribuindo dessa forma para o aparecimento do Humanismo.

O período renascentista revive muito da antiguidade dos gregos e romanos, principalmente no tocante as artes e na música que tinha como base os princípios gregos, sendo as formas musicais mais utilizadas para a música vocal, o Moteto, a Missa e o Madrigal, e a música instrumental a Canzona, o Ricercare, a Tocata, a Fantasia e o Tema com Variações.

O instrumento predominante neste período era o Alaúde, com exceção da Espanha, onde o instrumento que dominava era a Vihuela.