Violão

Violão no Brasil

21 Comentários

O primeiro instrumento de cordas que se tem notícias que chegou ao Brasil foi a viola de dez cordas ou cinco cordas duplas, muito popular entre os portugueses e precursora do violão, trazida pelos jesuítas portugueses que aqui chegaram para catequisar os índios e a usavam durante a catequese.

A primeira notícia que se tem sobre este instrumento no Brasil, ocorre no século XVII em São Paulo, vendida por um preço exorbitante na época, por dois mil réis e pertencente a um bandeirante chamado Sebastião Paes de Barros.

Sobre a viola, o escritor Mário de Andrade cita em uma de suas obras, um cidadão chamado Cornélio Pires, para quem a viola era um dos instrumentos que o acompanhava  nas danças populares de São Paulo. A confusão entre a viola e violão começa em meados do século XIX, quando a viola é usada com uma afinação própria do violão, isto é, lá, ré, sol, si, mi.

Mas, o uso da nomenclatura usada como referência ao instrumento viola/violão, continua conforme  afirma Manuel Antônio de Almeida, autor da Memórias de um Sargento de Milícias (1854-55), quando se refere muitas vezes com terminologia da época do final da colônia, a viola em vez de violão ou guitarra sempre que trata de designar o instrumento urbano com o qual se acompanhava as modinhas.

Atualmente, a viola passou-se a ser denominada de viola caipira, por ser um instrumento típico do interior do país, e a nomenclatura violão, ao instrumento que era característico de uso urbano e ter  sua forma atual estabelecida no final do século XIX.

Com isso, o violão passou a tornar-se o instrumento favorito para o acompanhamento vocal, como no caso das modinhas, na música instrumental, acompanhando a flauta e o cavaquinho, e com isso formando a base de um conjunto de chorinho.

O violão por ser um instrumento muito usado na música popular brasileira e pelo povo, passou a ter uma má fama, sendo considerado por muitos como um  instrumento de boêmios, presente entre seresteiros, chorões, tornando-se um símbolo de vagabundagem e, carregando consigo este estigma por muitos anos.
Em virtude desta discriminação sofrida pelo violão no Brasil e sua associação, os primeiros que tentaram desmistificar esse ranço pejorativo e discriminatório do violão, divulgando-o como um instrumento sério foram considerados verdadeiros heróis.

Um dos precursores do violão moderno no Brasil foi o fundador da revista “O Violão”, publicando-a em 1928, foi Joaquim Santos (1873-1935) ou Quincas Laranjeira, considerado o “Pai do violão moderno” que nos últimos anos de sua vida dedicou-se a ensinar a tocar o violão pelo método de Tárrega.

O violão no Brasil desenvolveu-se, basicamente, em dois grandes eixos da expressão da arte no Brasil: Rio de Janeiro e São Paulo. Onde surgiram a grande maioria dos grandes violonistas brasileiros, que obtiveram sua formação instrumental com os professores que moravam nestas cidades.

Na cidade de São Paulo, através do violonista uruguaio Isaías Savio (1900-1977), que teve sua formação violonística com Miguel Llobet, resultou a fundação de uma das melhores escolas de violonistas da América do Sul, vindo morar no Brasil, em São Paulo, onde desenvolveu a maior parte do seu trabalho fundando a Associação Cultural Violonística Brasileira, e em 1947, e tornou-se professor de violão do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo,  fundando a primeira  cadeira de violão no país.

Em 1951, ele participou da fundação da Associação Cultural de Violão de São Paulo, sendo responsável pela composição de  mais de 100 obras para o violão e cerca de mais ou menos 300 transcrições e revisões, sendo seus trabalhos usados atualmente por muitas escolas de música em todo o Brasil e fora dele.

O Brasil teve e tem a sua própria safra de violonistas, podemos citar:

  • Clementino Lisboa: iniciou as apresentações de violão em público, apresentando o instrumento para a elite carioca;- Joaquim Santos: fundador da revista “O violão”;
  • Aníbal Sardinha: precursor da bossa-nova.

Ainda citamos alguns como Jorge do Fusa, Américo Jacomino, Nicanor Teixeira e Egberto Gismonti.

A música brasileira para violão tem por base a pequena obra de Villa-Lobos, que foi um importante compositor e violonista brasileiro, que conta basicamente com 12 estudos sobre violão.

Comentários

  • Parabéns pelo texto. No meu parecer como violonista e pesquisador é um texto muito coerente.
    Indico como melhora do mesmo colocar as fontes bibliogrficas que form usadas para quem queira aprofundar a pesquisa.

  • kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • gdtdkdi

  • Mauricio

    Falando de Violão no Brasil, não podemos de deixar de citar o violonista Codó da Bahia.

    Foi professor de João Gilberto, Gilberto Gil, entre outros garndes.

    Segue o blog do artista, que é bem completo, contando toda sua história, fotos, depoimentos, links, músicas, partituras e etc.

    Viva Codó da Bahia!

    http://clodoaldobrito.blogspot.com/

  • Jr

    parabéns pelo site

  • wellington

    este site me ajudo muito

  • tana

    este saite me ajudo muito no trabalho de arte sobre musica

  • Convidado

    Esse seu trabalho me ajudou muito no trabalho de música.Obrigada e parabéns pelo site 🙂

  • Kesiac10

    muito bom me ajudou + no trabalho de artes!!!!! sobre violão ?

  • Marcus Vinicius

    Acontecimentos importantíssimos para a história da MPB!!

  • leticinha

    nossa isso me ajudou muito

  • Pingback: O VIOLÃO | LAREIRA()

  • Glenda

    uau!!!! Isso me ajudou muito pra caralho no meu trabalho de musica valeu pra quem fez

  • allan

    sou violonista e achei muito interesante esta historia parabens

  • junior alves

    legal sou iniciante estou aprendendo pouco a pouco sobre o violão

  • junior alves

    legal sou iniciante estou aprendendo pouco a pouco sobre o violão

  • Antonnio Ibert

    A obra de Villa-Lobos para violão não conta basicamente com 12 estudos. Tem ainda 5 prelúdios, a suíte popular, choros N. 1, etc… sem contar música de câmara. Essa informação está muito incorreta!

  • Antonnio Ibert

    A obra de Villa-Lobos para violão não conta basicamente com 12 estudos. Tem ainda 5 prelúdios, a suíte popular, choros N. 1, etc… sem contar música de câmara. Essa informação está muito incorreta!

  • Gustavo

    o que?

  • Gustavo

    o que?

  • Gustavo

    esse site é muito bom!